
Alexander Paine
Desde cedo, Alexander demonstrou fascínio pela música, tendo crescido num ambiente profundamente musical. Aos 14 anos, teve a oportunidade de iniciar aulas de órgão através de uma bolsa oferecida pela Catedral Católica de São Francisco Xavier, em Adelaide. Em poucos anos, consolidou-se como um dos principais organistas de Adelaide, apresentando-se com orquestras e coros locais e nacionais. Em 2015, Alexander foi admitido na prestigiada Schola Cantorum Basiliensis, uma referência mundial na investigação, educação e performance de música antiga. Optando por se dedicar aos estudos como organista, concluiu o mestrado em Performance de Música Antiga na classe de Tobias Lindner em 2017 e em Teoria Musical sob a orientação de Florian Vogt em 2020. Logo após ter concluído os estudos na Schola Cantorum, foi convidado para trabalhar como professor de teoria musical na Hochschule für Musik de Trossingen, Alemanha, cargo que ocupou de 2020 a 2022. Actualmente é o organista da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo em Oberwil, onde também desempenha as funções de mestre do coro da igreja. Alexander reside em Basileia e actua frequentemente na Suíça e na Austrália, para além de já ter realizado concertos em Inglaterra, França, Alemanha, Áustria e Lituânia. Colabora frequentemente com a sua mulher, Weronika – também ela uma talentosa cravista e organista – e aprecia o desafio de realizar projectos em parceria com ela.

Ana dos Santos
Ana dos Santos iniciou os seus estudos musicais no Conservatório Regional de Música de Vila Real. Em 2006 iniciou o estudo em canto com o barítono Pedro Telles e em 2008 ingressou na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE) na classe de canto de Rui Taveira, onde obteve a Licenciatura e Mestrado em Interpretação Artística em Canto Lírico, e Mestrado em Ensino em Canto Lírico. Trabalhou também com José Oliveira Lopes, Peter T. Harrison, António Salgado e Susan Waters. Ao longo do seu percurso artístico interpretou variadíssimos repertórios em oratória, ópera e canção sob a direção de diversos maestros, entre os quais, José Ferreira Lobo, António Saiote, António Ferreira dos Santos, Tiago Ferreira, Martin Lutz, Wolfgang Schäfer, Pedro Neves, Jan Wierzba e Nuno Almeida. Em estreias absolutas, interpretou o papel de Narradora na Paixão segundo S. João (Joaquim dos Santos), a peça para voz solo Prelúdio: Poesia (Nuno Costa), o papel de Lúcia na ópera Mátria (Fernando Lapa) e o papel de Soldada na ópera O Auto dos Zarolhos (António Vitorino de Almeida). Com o apoio da fundação GDA, participou em várias gravações de música portuguesa com vários ensembles, nomeadamente, Capella Duriensis (sob direção de Jonathan Ayerst), Metáfora das Flores (sob direção de Magna Ferreira), Suave Armonia (sob direção de Carlos Meireles), e no CD Lux et Umbra em colaboração com o clarinetista Frederico Cardoso, interpretando a obra para voz e clarinete Pranto (Carlos Dias).

António Esteireiro
Natural de Lisboa, António Manuel Esteireiro é licenciado em Órgão pela Escola Superior de Música e Teatro de Munique, e em Música Sacra pela Escola Superior de Música Sacra de Regensburg (Órgão e Improvisação com Franz Josef Stoiber). Tais estudos só foram possíveis com o apoio da Diocese de Regensburg e da Fundação Geiselberg de Munique. Posteriormente frequenta a classe de Órgão de Hans-Ola Ericsson na Escola Superior de Música de Bremen. Tem realizado concertos tanto como solista, como integrado em várias formações corais e orquestrais, em vários países europeus, México e Brasil. Além de convidado regular dos principais ciclos de concertos e festivais de órgão nacionais, coordenou também os Ciclos de Concertos de Órgão na Basílica dos Mártires em Lisboa, e a Integral da Obra para Órgão de Olivier Messiaen, apresentada na Sé Patriarcal de Lisboa, por ocasião das comemorações do centenário deste compositor. Professor de Órgão nos Cursos Nacionais de Música Litúrgica organizados pelo Santuário de Fátima em colaboração com o Secretariado Nacional de Liturgia, é também colaborador regular do Serviço de Música Sacra da Paróquia de Santa Maria de Belém. No âmbito desta colaboração assumiu também a programação dos Ciclos de Concertos de Órgão no Mosteiro dos Jerónimos. Actualmente lecciona no Instituto Gregoriano e na Escola Superior de Música de Lisboa as disciplinas de Órgão e Improvisação.

Elisa Freixo
Elisa Freixo é organista, cravista, professora e investigadora dedicada à música antiga e ao património organístico brasileiro. Formada pela Escola Superior de Música Santa Marcelina, realizou estudos de aperfeiçoamento na Alemanha e em França, incluindo a Escola Superior de Música e Artes Cénicas de Hamburgo, a Schola Cantorum de Paris e o Conservatório Nacional de Rueil-Malmaison, tendo estudado com Guy Bovet, Marie Claire Alain e Hughette Dreyfus. Desenvolve intensa atividade artística no Brasil e no exterior, apresentando-se regularmente como solista e camerista em países da América Latina e da Europa. Foi a primeira organista a executar integralmente, em concerto, a obra para órgão de Bach no Brasil. A sua actividade combina performance, ensino, investigação e preservação do património musical. Ao longo de décadas, tem contribuído para a valorização dos órgãos históricos brasileiros, participando em projectos de restauro, consultorias organológicas, congressos internacionais e iniciativas de formação de novos músicos. Gravou treze discos e CDs. Actuou também em rádio, organização de festivais e encontros profissionais, sendo uma das idealizadoras dos primeiros encontros brasileiros de organistas. Como professora, formou gerações de músicos em instituições brasileiras e mantém atividade permanente de cursos voltados tanto a profissionais como ao público interessado em história da música, escuta musical e cultura dos instrumentos de teclado históricos.

Favola d’Argo
Favola d’Argo é um ensemble formado por músicos unidos pela paixão pela música antiga e por uma sólida formação em interpretação historicamente informada, adquirida nos mais prestigiados centros europeus. O nome evoca a mítica viagem dos Argonautas a bordo da nau Argo, entre cujos heróis se encontrava Orfeu, cuja música acompanhava a expedição e marcava o ritmo da travessia. A imagem da viagem, da descoberta e da música como força capaz de atravessar fronteiras está no centro da identidade artística do grupo. Fundado em 2013, dedica-se à descoberta, interpretação e revitalização do património musical ibérico, italiano, ibero-americano e luso-brasileiro, com particular atenção a repertórios menos conhecidos. Apresentou-se em festivais de referência em Portugal, Espanha, Brasil e Panamá, entre os quais o Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina, Aste Nagusia de Bilbao, Espazos Sonoros de Galicia, De Lugares e Órganos: músicas e outras paisaxes de Compostela, Ciclo de Música de la Ilustración de Utrera, Festival Internacional IN SPIRITUM do Porto, Festival Internacional de Música Antigua de Panamá. A atividade do grupo combina rigor histórico, expressividade e investigação musicológica, procurando estabelecer um diálogo vivo entre o património musical do passado e a sensibilidade do público contemporâneo. Cada concerto é, assim, concebido como uma viagem através do tempo, dos espaços e dos instrumentos que deram origem a estas músicas, devolvendo-lhes a sua força expressiva e revelando a riqueza de um património que continua a ter muito para dizer no presente.

Gonçalo Pescada
Gonçalo Pescada nasceu em Faro em 1979. Doutorado com distinção e louvor em Música e Musicologia pela Universidade de Évora, em 2014, concluiu também a licenciatura em Música pela Escola Superior de Artes Aplicadas (Castelo Branco) e o Curso Complementar de Acordeão pelo Instituto Musical Vitorino Matono (Lisboa). Foi distinguido com vários prémios, como o 1º Prémio no Concurso Nacional de Acordeão (1995), o 1º Prémio no Concurso Internacional de Acordeão “Citá di Montese” (Itália, 2004) e o 1º Prémio no Concurso de Interpretação do Estoril (2006). Apresentou-se como solista com várias orquestras, estreando e interpretando várias obras em primeira audição em Portugal. Foi convidado a participar em festivais de enorme prestígio em Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Bulgária. Tem gravado para rádios e televisões e a sua discografia compreende CDs a solo, em música de câmara e com orquestra. É dedicatário de várias novas composições para acordeão. Actualmente é Professor Auxiliar no Departamento de Música da Universidade de Évora e Investigador (membro integrado) no CESEM – Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical.

Gregório Gomes
Gregório Gomes, nascido em 1987, é natural da Venezuela. Iniciou a sua formação musical aos sete anos na Academia de Música de Oliveira de Azeméis, onde estudou Formação Musical, Piano e Violino. Prosseguiu os estudos na Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos da Diocese do Porto, frequentando Órgão, Harmonia e Direção Coral com António Mário Costa, sob cuja orientação concluiu também o 8º grau de Órgão no Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian. Frequentou ainda o IV Curso Nacional de Música Litúrgica com António Esteireiro e Filipe Veríssimo. É licenciado em Cravo pela Universidade do Minho e mestre em Órgão – Performance pela Universidade de Aveiro. Participou em masterclasses orientadas por Olivier Latry, Ludger Lohmann e Simon Preston. Desde 2017 é organista da Sé Catedral do Porto, onde coordena o Ciclo de Concertos de Órgão da Catedral. Colabora regularmente com comunidades das dioceses de Braga e do Porto e é membro fundador da Associação de Música Sacra de Braga, onde leciona Piano, Órgão e Harmonia. Desenvolve uma atividade artística regular como solista e em colaboração com outros músicos, apresentando-se em vários dos principais festivais nacionais de órgão. É ainda mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade do Porto.

João Vaz
Diplomado em Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa e pelo Conservatório Superior de Música de Aragão em Saragoça, João Vaz é também doutorado em Música e Musicologia pela Universidade de Évora, tendo defendido uma tese sobre a música portuguesa para órgão de finais do século XVIII. Tem mantido uma intensa atividade a nível internacional, quer como concertista, quer como docente em cursos de aperfeiçoamento organístico, ou membro de júri de concursos de interpretação. Efetuou mais de uma dezena de gravações discográficas a solo, salientando-se as efetuadas em órgãos históricos portugueses. Leciona Órgão na Escola Superior de Música de Lisboa e é diretor artístico do Festival Internacional de Órgão da Madeira, do Festival Internacional de Órgão de Mafra, este último ao lado de André Ferreira, e das séries de concertos que se realizam no órgão histórico da Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa (instrumento cuja titularidade assumiu em 1997) e nos seis órgãos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra (de cujo restauro foi consultor permanente). Em 2017, foi agraciado com a Medalha de Honra do Município de Mafra.

Javier Artigas
Natural de Saragoça, Javier Artigas iniciou a sua formação musical na Escolanía de Infantes del Pilar, sob a tutela de José Vicente González Valle. Estudou piano, órgão e cravo com José Luis González Uriol e Monserrat Torrent, e frequentou cursos especializados com Radulescu, Alain, Rogg, Houbard e Schnorr. Apresenta-se nos principais festivais de órgão e de música antiga e reconhecido internacionalmente como um dos principais especialistas em música histórica espanhola, tanto do ponto de vista teórico como prático. Publicou novas edições críticas das obras para tecla de Bermudo e Jiménez e fez parte da equipa IFC/CSIC responsável pela nova transcrição e edição crítica do Compendio de Antonio de Cabezón. Ministra frequentemente masterclasses e seminários sobre a interpretação de música antiga e é convidado a integrar júris de vários concursos internacionais de órgão e de música antiga. Foi organista titular da Basílica do Pilar em Saragoça e diretor artístico do restauro do órgão Merklin (1854) na Catedral de Múrcia. É organista do grande órgão Frédéric Desmottes, na Igreja do Carmo, em Múrcia. Membro da Real Academia de Belas Artes, é professor de órgão e cravo no Conservatório Superior de Música de Múrcia, professor convidado no departamento de música antiga da EsMuc (Escola de Música da Catalunha) e na Semana do Órgão Italiano em Saorge, entre outras instituições. Desde 2021, é diretor do Curso e Festival Internacional de Música Antiga de Daroca. Recentemente, foi nomeado Embaixador da cidade de Saragoça.

Laura Silva Mendes
Nascida no Porto da Cruz, Ilha da Madeira, começou os seus estudos musicais com seis anos de idade na Associação Grupo Cultural Flores de Maio. Mais tarde, começou a estudar piano no Conservatório - Escola das Artes da Madeira, com Emesse Szepesi e posteriormente com Iryna Kózina e órgão com Halyna Stetsenko no Curso Profissional de Instrumentista. Em 2016, concluiu a Licenciatura em Piano no Conservatório Real de Antuérpia (Bélgica), com Polina Leschenko. Em 2018, terminou aí o seu mestrado em piano com Polina Leschenko e Eliane Rodrigues, concluindo simultaneamente a Licenciatura em órgão com Joris Verdin. Durante esses anos, participou em masterclasses de órgão com João Vaz, Ludger Lohmann, Michel Bouvard, entre outros. Apresentou-se a solo e com orquestra em vários países da Europa, como França, Alemanha, Bélgica ou Inglaterra. Foi distinguida em 2021 com a Grant Fund Award pelo presidente do Royal College of Music, Colin Lawson. Em 2022, concluiu o mestrado em órgão com Shopie-Veronique Cauchefer-Choplin no prestigiado Royal College of Music em Londres, onde foi bolseira da Eric Thompson Trust e da Fundação GDA. Actualmente, está a desenvolver um projecto de música portuguesa para órgão, gravando e publicando obras nunca antes executadas. Paralelamente à sua atividade como concertista, é docente de órgão no Conservatório Escola das Artes da Madeira e encontra-se a concluir o Mestrado em Ensino de Música na Escola Superior de Música de Lisboa sob a orientação de João Vaz.

Marco Orsini-Brescia
Marco Orsini-Brescia é um multi-instrumentista de tecla que domina o piano, o cravo, o órgão e o clavicórdio, dotado de um notável virtuosismo técnico a serviço de um amplo repertório, que vai do século XVI ao XX. O seu álbum Zipoli in Diamantina: complete organ works (Paraty / PIAS - Harmonia Mundi, 2020) foi amplamente aclamado pela crítica internacional especializada, tendo sido disco recomendado pela revista françesa Diapason e gravação destacada pela revista espanhola Scherzo. Ao lado da harpista Maria Bayley, gravou o disco Manuel Rodrigues Coelho: Flores de Mvsica pera o instrumento de tecla, & harpa, vol. 5 (INVENTA Records / Resonus Classics, 2025). Orsini-Brescia é mestre em Música Antiga/Órgão Histórico pela Escola Superior de Música de Catalunya, com matrícula de honor, e doutor em Musicologia Histórica pelas Universidades Paris IV – Sorbonne e NOVA de Lisboa, com menção máxima, très honorable à l’unanimité. No Brasil, foi condecorado com a Medalha de Honra Presidente Juscelino Kubitschek. Para além da sua atividade artística, é investigador integrado do Centro de Estudos em Música (NOVA – FCSH), onde é coordenador do Grupo de investigação Música no Período Moderno.

Nathan Laube
A extensa carreira de concertista de Nathan Laube inclui apresentações em salas de concerto de renome em quatro continentes. É frequentemente convidado para inaugurar novos órgãos importantes. Recentemente, participou nos concertos inaugurais do órgão Rieger na Sala de Concertos de Helsínquia e do órgão Mühleisen na Sala de Concertos Zaryadye, em Moscovo, entre muitos outros. É presença constante nos principais festivais de órgão da Europa. Em abril de 2019, lançou o programa de rádio em formato de documentário, All the Stops, na WFMT Radio Network Chicago, uma série documental de oito horas que contextualiza grandes órgãos históricos dentro das suas complexas histórias musicais e extramusicais. Apaixonado pelo design e estética dos órgãos, trabalha também como consultor para novos instrumentos ou restauros. Nathan Laube é Professor Associado de Órgão na Eastman School of Music de Rochester. De 2020 a 2022, foi professor de órgão na Musikhochschule de Stuttgart. Desde 2018, exerce funções de Consultor Internacional em Estudos de Órgão no Conservatório Real de Birmingham. Recentemente, foi convidado como Beaufort Visiting Fellow no St. John’s College, Universidade de Cambridge, para o outono de 2026. É licenciado pelo Instituto Curtis de Música em Filadélfia, onde estudou com Alan Morrison (órgão) e Susan Starr (piano), pelo Conservatório Regional de Toulouse, onde estudou com Michel Bouvard e Jan Willem Jansen sob os auspícios de uma bolsa William Fulbright, e pela Staatliche Hochschule für Musik und Darstellende Kunst, onde estudou com Ludger Lohmann com o auxílio de uma bolsa DAAD.

Orquestra Clássica da Madeira
A Orquestra Clássica da Madeira, com sessenta anos de existência, uma das mais antigas de Portugal em atividade, é reconhecida como o «projeto» de eleição para a difusão da música erudita, para complemento à formação de jovens músicos e para a promoção do cartaz artístico-cultural da Região. Teve a sua génese na Orquestra de Câmara da Academia de Música da Madeira, em 1964, criada com finalidade pedagógica para o Curso Superior de Música. Tem sido distinguida pelas mais altas entidades, por Sua Excelência o Presidente da República, o Governo Regional da Madeira, a Assembleia Legislativa da Madeira, a Câmara Municipal do Funchal e, recentemente, pela Universidade da Madeira. Foi dirigida pelos maestros titulares Zoltan Santa, Roberto Perez e Rui Massena e por maestros convidados, nomeadamente, Gunther Arglebe, Silva Pereira, Fernando Eldoro, Merete Ellegaard, Paul Andreas Mahr, Manuel Ivo Cruz, Miguel Graça Moura, Álvaro Cassuto, Jaap Schröder, Luis Izquierdo, Joana Carneiro, Cesário Costa, Paolo Olmi, Jean-Sébastian Béreau, Maurizio Dini Ciacci, Francesco La Vecchia, David Giménez, Martin André, Jean-Marc Burfin, Philippe Entremont, Maxime Tortelier, Rui Pinheiro, Pedro Neves, Beatrice Venezi, Ariel Zuchermann, Gianluca Marcianò, Benoit Fromanger, Ernst Schelle, Evan-Alexis Christ, Stefan Dohr, José Eduardo Gomes, Nuno Coelho, Albrecht Mayer entre outros; e com ela atuaram reputados solistas nacionais e internacionais. Gerida pela Associação Notas e Sinfonias Atlânticas desde 2013, a Orquestra sob a direção artística de Norberto Gomes abraça um arrojado projeto artístico.

Patrycja Gabrel
Patrycja Gabrel iniciou a sua educação musical aos sete anos de idade, tendo ingressado aos onze na Schola Cantorum Bialostociensis, um dos melhores coros femininos da Polónia. Diplomou-se em Canto pelo Conservatório de Música Fryderyk Chopin em Varsóvia, e prosseguiu a sua formação na Escuela Superior Reina Sofia em Madrid, sob orientação de Tom Krause. Desde 2010 reside em Portugal onde com frequência aparece nos principais palcos do país, assim como em vários festivais internacionais. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian e também membro do Coro Gulbenkian entre 2010-2014. Prossegue actualmente o seu aperfeiçoamento vocal com Joana Siqueira. Como solista cantou sob a direção do Michel Corboz, Michael Zilm, Paul McCreesh, Leonardo Garcia Alarcón, Lawrence Foster entre outros. Cantou com a Orquestra Divino Sospiro, Orquestra do Norte, Orquestra Metropolitana, Orquestra da Câmara Portuguesa, Orquestra Filarmónica de Varsóvia e também com a Orquestra Gulbenkian. O seu vasto repertório inclui oratória, ópera e música da câmara desde o primo barroco até à música contemporânea. O seu repertório de ópera inclui, entre outros, os papéis de Condessa Almaviva (Le nozze di Figaro de Mozart), Violetta (La Traviata de Verdi, Micaela (Carmen de Bizet), Lucia (Lucia di Lammermoor de Donizetti) e Lulu (Lulu de Alban Berg). Participou nas estreias modernas de Il Natal di Giove de João Cordeiro de Silva e Ester de António Leal Moreira (papéis de Adrasto e Ester, respectivamente).

Simeón Galduf
Músico multifacetado nascido em Llíria (Valência), iniciou os seus estudos na Unión Musical. Prosseguiu a sua formação no Conservatório de Música de Valência com Rafael Tortajada e Joaquín Vidal, concluindo os seus estudos, sob a direção de Juan Bautista Abad, no Conservatório Real de Música de Madrid. Recebeu uma bolsa de estudos da Juventude Musical de Espanha e foi membro da Orquestra Nacional da Juventude de Espanha. Estreou vários concertos para trombone de compositores espanhóis contemporâneos. Colaborou com inúmeros ensembles, entre os quais a Orquestra de Valência, a Orquestra Sinfónica da RTVE, a Orquestra Sinfónica da Malásia, Sacqueboutiers de Toulouse, Les Ars Florissants, Capella Reial de Catalunya, Orquestra Barroca de Sevilha, entre outros. Apresenta-se regularmente em festivais nacionais e internacionais, tanto na Europa como nas Américas. Entre os seus prémios, destacam-se o prémio no 6º Concurso Internacional de Trombone Città di Asti e o segundo prémio no Concours International de Cuivres Anciens de Toulouse. Gravou para as editoras NB, Naxos, Deutsche Grammophon, Decca e Sony. Actualmente é membro dos Ministriles de Marsias, professor de trombone e sacabuxa, e professor do programa de mestrado em performance do Conservatório Real de Música de Madrid. Desde 1990, é também trombonista principal da Orquestra Sinfónica de Madrid. Lecionou trombone histórico na ESMUC e no programa de mestrado organizado em parceria por esta instituição e pela UAB.